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15/05/2008
Curumin na Livraria de Esquina

Multiinstrumentista lança o disco Japan Pop Show na festa Mágica



Noite gelada de sábado, numa portinha de uma rua quase deserta na Barra Funda. Livraria Da Esquina. Mais uma edição da festa Mágica, realizada pela Agência Alavanca em parceria com os DJs Fabs Grassi e Claudio Szynkier. O público começa a chegar quando Curumin, a grande atração da noite, ainda passa o som.

Após cervejas, amigos se encontrando, pistinha animada, chega a hora do vamos ver: o projeto do multiinstrumentista Luciano Nakata, destaque no festival South by Southwest, no Texas, apresenta seu novo disco, Japan Pop Show, em primeira mão no pequeno espaço da livraria que vira club.

Palco pequeno, integrantes do trio tocando bem próximos e iluminação discreta. Curumin e os Aipins começam pela crítica Mal Estar Card. O som que sai da bateria, baixo e dos samplers impressiona pela clareza e pelo peso, empolgando o público já na primeira música.

A banda de Nakata, que aqui assume os vocais e as baquetas, é formada por outros dois pesos pesados, já tarimbados nos palcos após passagens por diversas bandas. Além de Curumin, também tocam Loco Sosa, baterista de Pélico e Los Pirata – só pra citar alguns dos projetos nos quais está envolvido – e Lucas Martins, atualmente baixista na banda da cantora Céu.

Os três tem à frente, além de seus instrumentos, um sampler, de onde saem as texturas do som – que deu uma bela evoluída de Achados e Perdidos, estréia de Curumin, para Japan Pop Show. É curioso ver Loco Sosa, sempre frenético com as baquetas, se divertido apertando botões em um MPC.

O show mescla bem o repertório dos dois álbuns, mas é o segundo que se destaca, principalmente em Japan Pop Show, Kyoto e Caixa Preta, a mais animada do disco (e que conta com participação de BNegão e Lucas Santana). Ao final da apresentação, Curumin entrega as baquetas a Loco Sosa e pega um cavaquinho elétrico para Guerreiro e sua divertida versão de Feira de Acari, do MC Batata, funk carioca que ganha uma roupagem modernosa e que faz a pista chacoalhar para espantar de vez o frio.

O show só não foi nota dez porque faltou Magrela Fever, uma das melhores de seu novo álbum. Há quem diga que também faltou guitarra, mas aí já é coisa de roqueiro que não consegue se adaptar às modernidades. O show termina e uma das mentes mais criativas da nova safra da música brasileira coloca a mochila nas costas e volta a circular pela festa, “na maciota, na boa”, como diz em seu provável hit ignorado.

Texto e Fotos:
Thiago Kazu
kazu@bananamecanica.com.br












 

 

 


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