Irreverente MC carioca lança seu novo disco, De Love
Lançando seu terceiro disco solo, o MC De Leve, uma das mentes criativas do rap de Niterói, fez mais um de seus memoráveis shows na Choperia do Sesc Pompéia. Dividindo os vocais com o incrível Rabu Gonzales, De Leve subiu ao palco, que conhece bem, com a platéia na mão.
Sua fase “De Love”, com pose de galã na capa do disco e tudo, parece ter surtido efeito, dado o número de mulheres na platéia. O bom público, que não chegou a lotar o local, cantou até as músicas novas, mas pediu incessantemente canções mais antigas, algumas do saudoso grupo Quinto Andar, do qual De Leve era integrante.
Após uma breve introdução feita pelo DJ Machintal, De Leve subiu ao palco com Sempre a Caminhar, faixa que abre o disco novo. Vieram então canções deste novo trabalho, como Quer Dançar?, Minha Maluca, além da ótima O Que Que Nego Quer?.
Brincando com o episódio no show da Campus Party (no qual um imbecil pediu o fim do show porque estava “ofendido” com os palavrões), o MC Cara de Cavalo interrompeu o show, se dizendo ultrajado. Com sua clássica arrogância, Cara de Cavalo cantou – ou tentou – Eu Rimo na Direita, faixa do primeiro disco de De Leve.
Em clima de festa, dois dançarinos participaram do show, o esguio Perikito-sem-asa e o skatista anão Brilha, que fez sucesso com a mulherada que subiu ao palco para dançar ao som de México.
No final da apresentação – de cerca de duas horas -, um momento de crítica, quando De Leve comentou o fato de o novo comercial da Coca-Cola ter uma música, se não igual, pelo menos muitíssimo parecida com a melodia de Rolé de Camelim (De Leve até mudou o refrão da música para “Parece impossível, mas eu acho que não/A Coca-Cola roubou o meu refrão”). Seguiram-se então Diploma e Dinhêro.
O bis começou com a simpática Magali, Carol, Bisteca e Chuleta. Era a hora de atender aos pedidos do público. Vieram então os hinos Largado, Vai Vendo, Caipirinha Man e Essa é Pros Amigos.
De Leve se despediu, chamando o público para trocar uma idéia do lado de fora da Choperia. Simples e criativo, despretensioso como toda diversão deveria ser, De Leve mostra que (desculpe Sabotage) rap nem sempre é compromisso.
Thiago Kazu kazu@bananamecanica.com.br |